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Não foi culpa do homem – dizia um desses programas da tarde, da tevê brasileira. Desta vez, e em partes – digo eu. De fato, o rearranjo das placas tectônicas na região do Japão não é culpa do homem. Mas os desdobramentos apresentados pela falta de energia elétrica responsável por interromper o resfriamento dos quatro reatores da usina nuclear de Fukushima, é.

Não bastasse uma série de tsunamis que arrastaram impiedosamente tudo o que encontravam diante de si, as usinas nucleares do nordeste do território japonês, concebidas para suportar até mesmo colisões com aviões, não suportaram a combinação catastrófica de tsunamis e abalos sísmicos (previstos).

Como sabemos, o território japonês localiza-se na junção de quatro placas tectônicas, e, em função disso, possui uma das melhores tecnologias de prevenção e previsão de acidentes causados por terremotos. Mas outro fator geográfico potencializou a devastação natural ocorrida em Sendai – o mar do entorno. O Japão é cercado pelo mar, e a acomodação de das placas tectônicas ocorreu a pouco mais de 100 km da costa japonesa, o que provocou, além do abalo sísmico, uma onda gigante que lhe foi proveniente.

Os problemas com a usina nuclear de Fukushima geraram debates acalorados em toda a Europa. A França – que possui mais de 70% de sua energia proveniente de usinas nucleares – assistiu esses dias a manifestações diversas cobrando clareza de informação quanto à situação de suas usinas em atividade. A Alemanha – com cerca de 26% de sua energia gerada por usinas nucleares – tomou a medida de desativar aquelas em atividade desde os anos 80.

O Brasil possui Angra 1 e Angra 2. Tudo está bem por enquanto… Não estamos sujeitos a abalos sísmicos, estamos em uma região confortável, bem em cima de uma das placas tectônicas. Dentro dos reatores há fissão de átomos de urânio. Dentro dos países, cada vez mais demanda por energia elétrica. Essas questões se desdobram sobre uma tensão incontornável. Só nos resta esperar para que a situação no Japão melhore. Só nos resta não esquecer também que o Brasil ainda tem sofrido com enchentes e desmoronamentos, famílias desalojadas, etc.

 

Renan Belmonte.

 

Essa frase era recorrentemente proferida por Robert Capa, fotógrafo húngaro, nascido em 1913: “Se as fotos não são suficientemente boas, é porque não estou suficientemente perto”.

Uma de suas fotos mais conhecidas mundialmente é esta:

Morte do Soldado Legalista, 1936

Em plena Guerra Civil Espanhola, Capa registra o exato momento em que um soldado das forças republicanas é atingido fatalmente na cabeça. Se observarmos de perto, percebemos a saída da bala do crânio do soldado.

O que impressiona nessa foto é a captura do evento. A captura do instante imponderável. O soldado nem havia caído ainda, e talvez mesmo nem a própria morte havia se consumado. A fotografia é isso: o congelamento do inominável, do instante arredio, um fração do momento contínuo, e que às vezes é chocante.

Renan Belmonte.

O forasteiro

As linhas seguintes pretendem definir o que é um forasteiro.

O espaço é sempre outro, o tempo é sempre pouco, e as pessoas com quem ele se relaciona mudam indefinidamente: para o forasteiro, deslocar-se é uma necessidade. Ele tem qualquer coisa da cultura nômade, creio, cuja prática do deslocamento constante é sua maior herança.

Quando chega em um lugar desconhecido, o forasteiro não é jamais aceito de antemão, ele deve conquistar todas as pessoas com as quais ele deseja travar relações. De imediato, ele é visto como um diferente, um elemento que não pertence ao grupo – um estranho. Este é o obstáulo inicial do forasteiro, o de haver sempre a necessidade da conquista do outro. Uma vez introduzido no grupo, o forasteiro possui um trunfo: a “primeira impressão”. Uma vez que ele é o estranho, possui como ninguém a habilidade de manipular a imagem que os outros fazem dele. A primeira impressão é a principal arma do forasteiro.

Os rostos são sempre diferentes, e o forasteiro tenta incessantemente enxergar os traços que identificam os seus alvos. O forasteiro é antes de tudo uma máquina de manipular: frio e vil. Sua rotina consiste em manipular a imagem que os outros fazem dele para deles extrair o que lhe é de interesse. Uma vez conquistado o objetivo, o forasteiro coloca pessoas de lado, mas não as deixa distantes, pois elas podem lhe ser útil em momentos de desconforto.

O forasteiro é um eterno aprendiz, pois tem contato constante com seus opostos – e seus diferentes. O forasteiro tem o poder da objetividade, observando todos os fatos e todas as pessoas com um distanciamento que somente ele é capaz de agenciar; à sua maneira, portanto, ele reconhece comportamentos, gestos corporais que são repetitivos em um dado grupo.

O forasteiro é um eterno professor, pois suas experiências acumuladas nunca o deixam sozinho. Por mais que se encontre diante de situações novas, as velhas lembranças são convidadadas a retornarem – mesmo quando não são requisitadas. Sendo assim, ele tem sempre histórias a contar, experiências a compartilhar. Isso faz dele um sujeito de comunicação, pois a conversa um é uma de suas principais ferramentas com vistas a manipular o outro.

O forasteiro não esquece jamais o lugar de onde é. No entanto, ele é de outros lugares, e sua origem compõe como que uma pequena – porém importante – parcela da soma dos lugares pelos quais passou. Em trajeto pelos lugares novos, a lembrança do local de onde o forasteiro é sempre vem sob o signo da contraposição. Uma cidade nova só é nova na medida em que se diferencia mais ou menos de seu lugar.

O forasteiro é um flâneur, na medida em que ele é sempre distante (objetivamente distante), mas subjetivamente próximo (emocionalmente demasiado próximo). Seus olhos são de lince, à procura de caças que se deixam ler, que se deixam levar, que se deixam matar. Os forasteiros não são nem mais felizes nem mais tristes que as pessoas comuns, ele apenas vivenciam as experiências de forma mais intensa do que os outros. Sua vida constrói-se nas cicatrizes indeléveis da constante mutação.

Renan Belmonte.

Ano novo no Linkando Alto!

Pra comemorar, esse vídeo publicitário da Eptv, com narração de Lima Duarte.

RECEITA DE ANO NOVO

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Sempre que chegam as festas de fim de ano, costumo deixar de lado momentaneamente as leituras específicas do meu trabalho e voltar à literatura. Nesse fim de ano, escolhi ler Os três mosqueteiros, do francês Alexandre Dumas. Dumas foi um romancista do século XIX, e escreveu, entre outras obras, A dama das camélias, O conde de Monte Cristo, O homem da másccara de ferro, O colar de veludo, etc. Assim, escolhi Os três mosqueteiros por sua sólida presença e seu frequente retorno na cultura ocidental.

Os três mosqueteiros foi alcunhado de “romance histórico”, pelo fato de apresentar características reais das condições de produção do momento em que foi escrito. Isso significa que, por meio do livro, é possível depreender elementos da sociedade francesa do século XIX.

A princípio, o livro intriga pelo título: por que se mencionam “três” mosqueteiros, se são de fato quatro? D’Artagnan é o mais conhecido deles, e ele é o quarto mosqueteiro (aquele que se utiliza de mosquetes). Durante a leitura do livro, percebemos que os mosqueteiros são os guardas do rei Luís XIII da França, e os mais eminentes são três: Athos, Porthos e Aramis. A esses três o título faz referência. Contudo, em dado instante da narrativa, chega de uma pequena província francesa um certo rapaz, jovem ainda (porém de muita coragem) que sonha em fazer parte do grupo de mosqueteiros de Paris. Seu nome é D’Artagnan, que por sua coragem e atitude ajuda os três mosqueteiros em um momento de dificuldade, e suas habilidades são logo reconhecidas pelo rei. É uma questão de tempo, portanto, para que D’Artagnan se torne também um mosqueteiro real.

E pensando nisso, chamou minha atenção uma propaganda atual da Skol. Nela, aparece um slogan que se tornou muito conhecido: “Um por todos e todos por uma”.

 

Slogan Skol

De onde vem, pois, essa voz? Quais são os caminhos que percorreram os sentidos para que, em 2010, em uma publicidade de cerveja, irrompesse tal enunciado?

Esse slogan tem origem em Alexandre Dumas. Como sabemos, o lema dos mosqueteiros era “Um por todos e todos por um”. Quando um mosqueteiro se encontrava em apuros, os outros imediatamente deixavam o que quer que estivessem fazendo para ajudar nos duelos de espada em favor de seus companheiros.

Uma das características dos slogans é deslocar os “saberes comuns”. Ele apropria-se de uma frase conhecida, e a corrompe, transformando-na em “Um por todos e todos por uma”. Esse “uma”, ninguém tem dúvida, é uma latinha/garrafa de Skol. É essa alteração da frase cristalizada que caracteriza o slogan. É nessa mudança que ele atinge o consumidor, ou o espectador da propaganda. É como que um punctum verbal (só pra lembrar Barthes).

Outra razão para a retomada de Dumas nas propagandas de cerveja é o fato de que sua obra é clássica, canônica. Os textos canônicos são inevitavelmente convidados a retornar sem explicação; eles simplesmente retornam e significam, eles compõem as bases culturais da cultura ocidental, e por isso mostram-se sempre presentes, de uma forma ou de outra, em um desenho, em uma música, em uma propaganda, em um slogan.

“A nós, mosqueteiros!”

Renan Belmonte.

Dois enigmas de Monalisa

Olá a todos! Devido às mais de 100 visitas de ontem, referentes ao post Não há silêncio que não termine – sobre o livro de Ingrid Betancourt e os poemas de Pablo Neruda, escrevi esse post comemorativo!

A pintura canônica Monalisa (La Gioconda, em italiano; ou La Joconde, em francês) é a obra-prima de Leonardo da Vinci, pintada em 1507, durante a Renascença na região da Florença, na Itália. É o quadro mais famoso da História da Arte, não só por ser uma imagem fundante, mas também por ser a obra mais reproduzida na sociedade ocidental.

 

Monalisa, Leonardo da Vinci, 1507

Assinalarei, pois, dois enigmas que compõem a obra:

1) A diferença de horizontes: se prestarmos atenção, a linha do horizonte do lado direito do rosto de Monalisa é mais alto do que a linha do horizonte do lado esquerdo de seu rosto. Essa diferença de perspectiva faz com que a Monalisa aparente ser maior quando observada do lado esquerdo; e menor se observada do lado direito.

2) A falta de sobrancelhas: além do sorriso enigmático já muito conhecido, a representação apresenta também a aparente falta de sobrancelhas no rosto de Monalisa, contribuindo para a expressão alcançada por Da Vinci.

Não podemos dizer que esses dois elementos são falhas do artista. Muito pelo contrário, Leonardo da Vinci era um gênio e com certeza esses elementos visuais significam algo. Os historiadores da arte buscam a resposta, mas há talvez a possibilidade de Da Vinci ter levado seus segredos para o túmulo, junto de si.

Renan Belmonte.

Olá caros leitores do Linkando Alto!

Agradeço a vocês pelas mais de 100 visitas de ontem! Fiquei muito feliz!

Estatística 29 de novembro

Continuem acompanhando!

Renan Belmonte.

Essa frase, escolhida por Ingrid Betancourt para compor o título de seu livro (Não há silêncio que não termine: meus anos de cativeiro na selva colombiana. Ed: Companhia das Letras), é de Pablo Neruda, poeta chileno. “Meu pai” – dizia ela – “sempre recitava pra mim os versos de Neruda, lembrava deles na selva”.

Neruda é hoje um dos maiores nomes no que se refere ao verso em língua espanhola. Seus textos são fundantes em nossa sociedade, por isso podemos considerá-lo como um escritor canônico. Abaixo, os versos “Me gustas cuando callas”:

 

 

Esse é o poema XV do livro Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, publicado em 1924. Neruda escreveu esses versos quando tinha por volta de 20 anos. Neles, cruzam-se o erotismo referente ao corpo feminino e elementos da natureza. Acreditamos que esse livro conseguiu grande projeção; é uma de suas obras mais famosas, de grande maturidade embora tenha sido escrito com 20 anos.

Seus versos mais geniais, na minha opinião, compõem o famoso poema XX:

 

 

As palavras em espanhol nos textos de Neruda parecem acompanhar o objeto denotado. As palavras se aproximam das coisas de uma maneira que poucos poetas sabem de fato fazer.

Como os grandes poetas, Pablo Neruda habita o espaço sagrado do cânone literário, aquele no interior do qual as palavras contraem uma identidade própria segundo a genialidade de seu autor. Em outras palavras, Neruda é uma leitura obrigatória.

“Gosto quando se cala, porque está como que ausente, você me ouve de longe e a minha voz não te toca.”

Renan Belmonte.

Numa tarde quente do último dia de outubro, o Brasil elegeu sua primeira presidente mulher. Concordo com Fernando Rodrigues (Editorial “Lula 2014” – Folha de S. Paulo, 3 nov) quando ele diz não acreditar que Lula voltará a ser candidato em 2014.

A princípio, pareceu uma estratégia muito bem pensada do PT: eleger uma sucessora de Lula, continuar seu governo (tendo-o nos backgrounds do cenário político) para que ele possa retornar triunfante quatro anos mais tarde. Pensar assim é inocência.

Eis o porquê da inocência: Dilma Rousseff (sua figura) é uma mulher de personalidade forte, militante na guerilha contra o regime ditatorial dos anos 70; tinha tudo para ser uma patricinha, mas preferiu deixar o conforto do seu lar, arregaçar as mangas e enfrentar o que enfrentou. Parece-me que não houve ainda na história política brasileira tal boneco extremamente manipulável. Se Dilma Rousseff fizer um bom governo, por que não irá querer candidatar-se novamente e inscrever seu nome nas próximas páginas da história do Brasil?

Por dois motivos, foi bom ela ter sIdo eleita: 1) não será bom para o Partido dos Trabalhadores se Dilma Rousseff apresentar uma liderança medíocre, borrando a imagem de Lula (veja o caso de Maluf, que disse “Se o Pitta não for um bom prefeito, nunca mais votem em mim”); 2) a oposição esperará avidamente por um deslize para pensar na legenda para os candidatos de 2014. Por essas duas questões, acredito que Dilma Rousseff será pressionada a governar bem (na direção do combate à miséria e à melhora na educação brasileiras).

Por fim, gostaria de manifestar aqui minha indignação contra as ondas preconceituosas que têm sido feitas em relação ao Nordeste. Se o Nordeste em peso votou em Dilma Rousseff, não é porque nordestino não sabe votar; ao contrário, é porque alguém (diferente dos governos anteriores) prestou atenção nessa região, tão carente de alguns recursos que sobram em São Paulo.

Paulistas, experimentem outras formas de pensar.

 

Renan Belmonte.

Por ocasião dessas eleições de 3 de outubro, fiquei esperando o posicionamento dos jornais impressos do dia seguinte, comentando os fatos. Devo dizer que não fiquei surpreendido.

O objetividade da mídia (jornais, telejornais, revistas) é uma ilusão. O que se tem, efetivamente, é um “efeito de objetividade” buscado pelo discurso jornalístico. Dessa maneira, quando dizemos que alguma notícia foi imparcial, o “efeito de objetividade” foi alcançado com sucesso, enredando os sujeitos em uma crença de que se narra os fatos pelos fatos. É por isso que escrevi esse post.

Assim, no dia 4 de outubro, surge nas bancas o seguinte exemplar da Folha de S. Paulo:

 

F.S.P 4 out 2010

 

Como sabemos, a Folha se coloca naquilo que se convencionou chamar de “mídia de direita” brasileira. E ainda assim, é problemático dizer “direita política” uma vez que há tantas coligações e interesses próprios de nossos “honestos” políticos… mas é preciso chamá-la de algum nome.

O fato é que Dilma Rousseff e José Serra foram para o segundo turno. A petista recebeu 47.651.434 votos, o equivalente a 46,91% dos votos válidos (que exclui brancos e nulos). Serra obteve 33.132.283 votos (32,61% dos votos válidos). Marina Silva (PV) foi a terceira, com 19.636.359 votos (19,33%).

Considerando a página principal da Folha, observamos as imagens de Serra e Dilma lado a lado, do mesmo tamanho, realizando ambos quase o mesmo gesto de cumprimento aos eleitores. Será objetividade? Na verdade, é efeito – a Folha explora uma “ordem do olhar” para destacar a foto de José Serra. A ordem do olhar faz com que percorremos as fotografias sequenciais da esquerda para a direita (como acontece nas histórias em quadrinhos, por exemplo). Esse fato confere à foto de Serra uma posição de destaque.

Não bastasse as imagens falarem por si (e por outros), o texto também age em prol do efeito. “Marina arranca e força 2º turno entre Serra e Dilma”, logo acima das seguintes notícias fragmentadas:

 

(Clique nas imagens para ampliar)

 

Onde observamos

a) ênfase em elementos negativos da eleição de Dilma Rousseff: “Petista perde votos na classe C”

b) ênfase em elementos positivos da eleição de José Serra: “Tucano recupera eleitores em SP e fica acima do estimado nas últimas pesquisas”.

Portanto, nesse breve texto que deve ser um post, é possível dizer que

1)      A disposição das imagens colabora para o destaque de José Serra;

2)      O texto sob a imagem atribui à Marina Silva o papel de forçar o segundo turno;

3)      O caderno especial de eleições da Folha enfatiza elementos negativos de Dilma Rousseff e elementos positivos de José Serra.

É por esses e outros motivos que o discurso da Folha inflexiona-se para a chamada “direita” política e não para a esquerda, a partir de significados visuais e textuais. Esses traços do sentido são sobretudo sutis, imperceptíveis em uma primeira batida do olhar. Um olhar treinado, contudo, descobre nuances, desvela intenções… Em suma, as intencionalidades podem ser agarradas no ar.

Até a próxima análise! Não deixem de comentar!

Renan Belmonte.