Capa de O grande Gatsby

O mês de julho, mesmo para quem trabalha, é um período diferente do resto do ano. Na minha opinião, há a possibilidade de se fazer algo diferente da rotina a que se está acostumado. Entre outras coisas, ler um bom livro é sempre uma opção válida. No meu caso, que durante o ano leio muitos livros específicos de minha área de atuação, julho e dezembro/janeiro é hora de ler algo diferente. Assim, nesse mês comecei a ler O grande Gatsby, do escritor norte-americano F. S. Fitzgerald. Antes de lê-lo, contudo, pus-me à escuta de vozes que falavam bem do livro, e de outras que falavam muito mal. Tendo a me posicionar entre as pessoas que falam bem. O livro focaliza a vida de Gatsby por meio da narração em primeira pessoa de Nick, personagem-narrador que mora ao lado de Gatsby, um ricaço do período pós-guerra. Nick é primo de Deisy, por quem Gatsby é apaixonado.

À parte detalhes da narrativa (muito bem construída, por sinal), o que se destaca nesse livro de Fitzgerald é a ironia que atravessa a história. É uma ironia sutil, de canto de boca, que passa despercebida pelos leitores menos atentos. O que mais se ironiza nessa obra é a ostentação de Gatsby e a facilidade com que Deisy é influenciada por essa riqueza “sem conteúdo” mas (como se descobrirá por meio de relatos e flash-backs) com passado. Gatsby e Daisy relacionaram-se no passado e ele tenta, no presente, seduzi-la novamente, com o intuito de que ela deixe o atual marido, Tom.

A leitura é leve e o texto flui com uma rapidez imperceptível. A edição da Editora Record traz vários anexos e apêndices com introduções e críticas a essa obra de Fitzgerald. São leituras complementares válidas pra nós, brasileiros, que gostaríamos de conhecer um pouco mais da recepção de O grande Gatsby no momento de sua publicação nos EUA e também em outros momentos e outros lugares. Fica a dica, então, desse grande livro publicado pela primeira vez em 1925: um romance sobre a Era do Jazz, os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial.